quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Cajueiros VI" - Maestro Guilherme Mannis comemora 05 anos com a ORSSE


"Reger é a minha vida", foi  com essa declaração emocionada, que, ao chegar em Aracaju em agosto de 2006 e se tornar, aos 26 anos, o regente mais jovem a assumir uma posição de diretor artístico em uma Orquestra Sinfônica Estadual, que Guilherme Mannis já vislumbrava o futuro brilhante do grupo, não só pelo grande potencial da orquestra como também a aceitação massiva do público para com o repertório e a programação divesificada da ORSSE. São cinco anos de muitas conquistas e realizações para a música clássica sergipana.



Dia 25 de agosto de 2011, quinta-feira, às 20h30, a ORSSE celebrará, em concerto único, os 05 anos do seu diretor artísitico e maestro titular, Guilherme Mannis à frente do grupo. Mantida pela Secretaria de Estado da Cultura e patrocinada pelo Instituto Banese e Banese Card, a Orquestra Sinfônica de Sergipe executará um repertório em "Estilo Antigo" através dos compositores bem conhecidos do grande público. Johan Sebastian Bach e o Concerto de Brandeburgo nº 1, Mozart e a gloriosa Sinfonia nº 35 a "Haffner" e por fim o ícone da composição russa, Stravinsky e a Suíte Pulcinella.

Sobre o concerto:

O Concerto de Brandemburgo n° 1 foi escrito por Johann Sebastian no período em que ele foi Mestre de capela (Kapellmeister) do Príncipe Leopold, de Anhalt-Cöthen. Foi nesse período em Cöthen escreveu quase todas suas obras seculares, ou seja, não religiosas.

Os Concertos de Brandenburgo, seis no total, foram dedicados ao Marquês Christian Ludwig de Brandenburg-Schwedt, em 1721. Individualmente, é difícil definir a data de composição de cada obra, já que só há a data da dedicatória de toda a coletânea. Entretanto, acredita-se que a maioria foi escrita logo nos primeiros anos vividos por Bach em Cöthen.

Escrita em 1782 por Wolfgang Amadeus Mozart, a Sinfonia n° 35, KV 385, em Ré maior , é fruto de uma encomenda de Sigmund Haffner, na época prefeito de Salzburg, cidade natal de Mozart. Haffner havia sido enobrecido e para ocasião encomendou uma obra, uma Sinfonia, que Mozart escreveu com a tonalidade de ré maior, a de No. 35, (KV385) que recebeu o codinome de Sinfonia Haffner.

A Suite Pulcinella é o coroamento da fase em que Igor Stravinsky se dedicou particularmente à criação de uma série de obras de câmara enquanto esteve refugiado na Suíça. Encomendada por Sergei Diaghilev para o seu balé russo numa fase em que o autor se ocupava intensamente com música antiga.

Para a obra, Stravinsky escreveu 15 números musicais, que contaram com a de contribuição de Pablo Picasso, que se encarregou dos cenários e dos costumes, de Massine, responsável pela coreografia, e de Diaghilev, que dirigiu o balé russo. A Suite Pulcinella é uma forma concertante, portanto reduzida, do balé, que foi terminada em 20 de abril de 1920, e estreou em 15 de maio do mesmo ano com grande sucesso. A sua revisão definitiva em ocorreu em 1949.



Pianista formado pela antiga ULM-SP, Mannis executou o concerto para piano nº 24 de Mozart, sob a regência de Daniel Nery, em agosto de 2010.


Orquestra de Câmara da ORSSE, Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, 2011
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